…porque o amor não está em quarentena

1. UM OLHAR SOBRE O CASAL


O conhecimento do outro é muito importante na relação de casal e o diálogo é uma peça fundamental na sua conquista.
 
  1. Que preciso fazer para alimentar o romance nestes tempos de confinamento? Em que área/assunto, temos necessidade de fazer este caminho para chegarmos a uma decisão de amar?
  2. Em que área da nossa vida tenho algo a dizer te e que não te tenha partilhado ainda? Em que área gostaria de saber mais de ti?
  3. Identifica e partilha um sentimento forte suscitado pelas nossas diferenças, vivido nestes últimos dias.

2. GERIR O STRESS E DESENVOLVER RESILIÊNCIA


Os focos de tensão entre o casal podem levar a conflitos familiares, mas escutar com o coração pode vencer as maiores dificuldades.
 
  1. O que é que vejo em mim (vulnerabilidades, limitações, etc ) que me faz duvidar do teu amor por mim? Como me sinto quando te digo isto?
  2. Qual foi a experiência de uma grande alegria que resultou de uma dificuldade de comunicação com o outro?
  3. Qual o meu comportamento recente pelo qual quero agora pedir te perdão?

3. GARANTIR DIGNIDADE A TODOS OS ASPETOS DO DIA


A vida em casal constrói-se dia a dia e nos pequenos detalhes encontramos os maiores argumentos para encher um coração de amor.
 
  1. Quando digo que te amo, o que quero dar? O que quero receber? O que quero pedir? O que quero recusar? Como me sinto ao partilhar contigo estas interrogações?
  2. Que dificuldades e medos tenho ao escutar-te? Que posso fazer para te escutar melhor?
  3. Em que área é mais difícil para mim aceitar os sentimentos que vives?

4. GERIR EMOÇÕES NEGATIVAS


Os sentimentos não são bons nem maus, pelo que não devo deixar que orientem ou determinem os meus comportamentos.
 
  1. Quais os comportamentos herdados da família que não me deixam dar-te o primeiro lugar na minha vida e dificultam fazer da nossa relação de casal uma realidade nova e vivificante?
  2. Como me sinto quando me dizes que não ao diálogo, à ternura? (não necessariamente um “não” explícito e verbal: há muitas maneiras de dizer “não”, de te manter à distância, de rejeitar-te...)
  3. Porque me custa pedir perdão ou perdoar? Recordo uma ocasião em que fui capaz de pedir perdão. Como me senti ao fazê lo? Como influenciou a nossa relação?

5. APLICAR O MINIMALISMO DIGITAL


A proximidade diária reforça a relação de casal; uma simples mensagem de texto diário pode produzir mudanças de espírito em momentos particularmente difíceis.
 
  1. O que é que neste momento me satisfaz mais na nossa relação?
  2. Deixando um post it ou outro sinal, num local estratégico, identifica e comunica um sentimento de desilusão que tenhas vivido nestes últimos dias e o sofrimento que ele revela.
  3. Após esta revelação partilha, presencialmente, o que sentiste ao fazê-lo, abrindo o teu coração.

6. TRABALHAR EM CASA


O trabalho é edificante e gratificante, sobretudo quando contribui para a exaltação de algo belo, como a harmonia da vida familiar.
 
  1. Que é que mais me uniu a ti nestas últimas semanas de distanciamento social?
  2. O que faço e o que poderei fazer de melhor para equilibrar as minhas necessidades, quando…
    • temos que fazer uma atividade?
    • planeamos um tempo livre para nós?
    • há que tomar uma decisão?
    • nos zangamos?
  3. Como avaliei o lugar do trabalho, dos tempos livres, dos filhos, na nossa relação para que tu estejas em primeiro lugar?

7. PRATICAR ATIVIDADE FÍSICA


A ternura é essencial na relação de casal, é a plenitude do acolhimento no amor e a entrada no mundo dos sonhos. A sexualidade é uma real construção de amor.
 
  1. O que vivo, o que senti na nossa última relação sexual? Ou o que vivo e sinto em relação à ausência de relações sexuais nestes últimos tempos?
  2. Quais os meus medos e resistências, os obstáculos que me impedem de viver plenamente a nossa sexualidade?
  3. Como nos revelamos e vivemos o diálogo após a relação sexual?

8. SOCIALIZAR


A vida não é encontrar-se. A vida é criar-se. Tomar a sério o sonho inicial: tornar-me eu mesmo vivendo contigo.
 
  1. Identifica e partilha o que sentes em relação à maneira como temos comunicado nestes últimos dias.
  2. De que modo a nossa relação de casal pode afetar os meus/nossos familiares e amigos?
  3. Como me sinto ao praticar o distanciamento social dos meus/nossos familiares e amigos?

9. OUVIR AS CRIANÇAS


Tratar da relação de casal como se fosse o primeiro filho, com a mesma alegria e amor, com muita atenção e carinho, com todas as preocupações e cumplicidades, prepara-nos para a chegada do «segundo» filho.
 
  1. Na área da educação dos filhos, quais são as nossas diferentes maneiras de reagir?
  2. Considerando que o nosso amor é vida, como temos dado vida aos nossos filhos nestes últimos dias?
  3. Em relação aos filhos, qual é a maneira habitual de me comportar? Façamos esta partilha com lucidez e confiança

10. ADOLESCENTES


Os casais transportam em si, tal como os adolescentes, todos os sonhos do mundo, vivem intensamente cada momento, impacientam-se e serenam.
 
  1. Como me sinto perante o que fazemos para transmitir o amor aos nossos filhos?
  2. De que forma tem influenciado, positiva ou negativamente, a nossa relação de casal, pelo facto de estarmos mais tempos em família?
  3. O que é que mais me custa que tu vejas em mim? Como me sinto ao partilhar-te isto?

11. OS IDOSOS


A relação de casal amadurece, sorrindo pelo caminho já percorrido na vida, com grande sabedoria na matéria da alma.
 
  1. Como me sinto perante a nossa família alargada (pais, sogros,…)? Que posso fazer para que a nossa família seja mais una?
  2. Como me sinto perante a forma como vivemos o amor na nossa família?
  3. Que posso fazer para que a nossa família nuclear seja mais santa?

12. TEMPO PARA DESCANSAR


O casal que consume tempo em banalidades, limita a descoberta das coisas mais importantes. Dar tempo é dar atenção.
 
  1. Dediquei tempo suficiente para construir a nossa relação?
  2. Que tempos de qualidade preciso e te posso dar?
  3. Como devo desligar-me do mundo para dizer que te amo?

13. LIDAR COM O MEDO


As pessoas mais corajosas não são as que não têm medo, mas as que triunfam sobre o medo, pois sabem que quando deixarem de temer, deixam de ter esperança.
 
  1. Como é que os meus medos afetam a nossa relação? Como é que os meus medos afetam a minha relação com os outros?
  2. Quais as feridas da nossa vida de casal que impedem de me deixar amar por ti?
  3. De que é que tenho mais medo neste momento? Quais são os medos que me impedem de confiar me a ti?

14. ENCONTRAR OS ASPETOS POSITIVOS


As situações podem mudar e as pessoas também, pelo que não devem desistir de viver o romance em cada momento das suas vidas.
 
  1. O que cresceu em mim, graças ao teu amor?
  2. Que consequências tem o meu comportamento para a nossa relação?
  3. O que é que mais me ajuda a confiar-me a ti? Que ajuda preciso de ti para partilhar sentimentos difíceis? Como me sinto ao reconhecê-lo?



 
Partilhe este conteúdo: